Os “estalidos” nos joelhos são muito comuns e acontecem frequentemente ao agachar, subir escadas ou durante o exercício físico. Apesar de gerarem preocupação em muitas pessoas, a verdade é que, na maioria dos casos, estes sons não significam que exista uma lesão ou problema grave no joelho.
Mas afinal, os joelhos estaladiços são motivo de preocupação?
Porque é que o joelho “estala”?
Ainda não existe uma explicação totalmente definitiva para a origem destes sons articulares. No entanto, a teoria mais aceite atualmente sugere que os “estalidos” resultam de alterações rápidas de pressão e movimentação de gases dentro da articulação.
Este fenómeno pode acontecer quando o joelho é levado a determinadas amplitudes de movimento, produzindo o típico “estalo” ou sensação de crepitação.
Embora seja comum associar esses sons a desgaste articular, nem sempre existe relação entre os estalos e danos no joelho.
Então os estalos são sempre normais?
Nem sempre.
Embora muitos estalos sejam benignos, em alguns casos a crepitação pode estar associada a alterações articulares, especialmente quando existe artrose avançada do joelho. Nestes casos, além dos sons articulares, é mais comum existirem sintomas associados, como:
- dor
- rigidez
- inchaço
- dificuldade no movimento
- limitação funcional
Ou seja, mais importante do que o som em si é perceber se existem sintomas associados e impacto no movimento do dia a dia.
Exercício físico e joelhos com estalos: devo parar?
Na maioria das situações, não!
Se os estalos não estiverem associados a dor significativa ou limitação funcional, o exercício físico continua a ser seguro e importante para a saúde do joelho. No entanto, quando os estalos surgem acompanhados de dor, pode ser necessário adaptar temporariamente a carga, intensidade ou tipo de exercício, em vez de parar completamente.
Evitar totalmente o movimento nem sempre é a melhor solução e, em muitos casos, a adaptação adequada permite continuar ativo de forma segura.
Quando deve procurar avaliação?
Os sons articulares tornam-se mais relevantes quando aparecem acompanhados por sintomas como: dor persistente; inchaço; sensação de bloqueio; instabilidade; limitação do movimento.
Nestes casos, uma avaliação em fisioterapia pode ajudar a perceber o que está a contribuir para os sintomas e orientar o tratamento de forma individualizada.

Conclusão
Na maioria dos casos, os joelhos “estaladiços” são um fenómeno benigno e não existem evidências claras de que provoquem danos articulares. No entanto, quando os estalos surgem acompanhados de dor ou limitação funcional, podem estar associados a alterações articulares, como artrose do joelho, devendo ser avaliados.
Na Clínica FLEXUS, a fisioterapia ajuda a compreender o funcionamento do joelho e a adaptar o movimento e exercício físico às necessidades de cada pessoa, promovendo confiança e segurança no movimento.
Referências
Couch, J. L., King, M. G., De Oliveira Silva, D., Whittaker, J. L., Bruder, A. M., Serighelli, F., Kaplan, S., & Culvenor, A. G. (2025). Noisy knees – knee crepitus prevalence and association with structural pathology: a systematic review and meta-analysis. British journal of sports medicine, 59(2), 126–132. https://doi.org/10.1136/bjsports-2024-108866




