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Reabilitação da tendinopatia

Introdução

A tendinopatia é uma condição clínica comum e pode estar associada a limitações significativas das atividades diárias, como levantar um objeto ou vestir uma camisa. Pode também limitar a atividade laboral ou desportiva, tanto a nível profissional como amador. Neste artigo iremos ajudar-te a entender a condição, bem como o papel da fisioterapia no processo de reabilitação da mesma.

O que é a tendinopatia?

Afinal, o que é uma tendinopatia? É apenas outro termo para tendinite? A resposta é não!

A tendinite refere-se à inflamação do tendão (estrutura que conecta o músculo ao osso). Por sua vez, a tendinopatia está ligada à sobrecarga repetitiva do tendão e à recuperação insuficiente. Estudos mais recentes salientam os fatores psicossociais como contribuintes para a tendinopatia, para além dos fatores mecânicos.

É, portanto, uma condição musculoesquelética complexa e multifatorial que afeta tanto indivíduos ativos quanto sedentários, causando dor localizada, redução da capacidade para desempenhar as tarefas do dia a dia e diminuição da tolerância ao exercício.

Qual é o papel da fisioterapia nesta condição?

Pode a fisioterapia ajudar a tratar uma tendinopatia? Sim, uma vez que a exposição gradual ao exercício, bem como a gestão da carga são das principais recomendações para o tratamento desta condição.

A reabilitação depende de diversos fatores, tais como a região anatómica afetada, a ocupação e níveis de atividade física do indivíduo, bem como a presença de outras condições de saúde e fatores psicossociais, entre outros.

É importante salientar que não existe uma “receita” ou exercícios perfeitos. Cada reabilitação deve considerar a individualidade de cada pessoa para ir ao encontro dos seus objetivos e necessidades específicas. Mas, de forma genérica, a reabilitação procura melhorar a capacidade do tendão e do músculo de suportarem carga para além de abordar crenças e comportamentos relacionados com a dor.

Reabilitação

Não sabes por onde começar a reabilitação?

O tendão é uma estrutura capaz de suportar uma carga elevada. Portanto, é importante não subvalorizar a sua capacidade ao longo do processo de reabilitação. Por outro lado, é importante respeitar a sintomatologia (dor ou outros sinais inflamatórios).

Para uma reabilitação adequada sugerimos 4 fases, iniciando pela mais básica e progredindo para a mais complexa.

1) Exercício isométrico

(para reduzir a dor e melhorar o controlo motor)

Vídeo Drive: “Flexão plantar isométrica”

2) Exercício resistido lento

(para melhorar as capacidades do tendão e do músculo)

Vídeo Drive: “Flexão plantar resistida (lenta)”

3) Exercícios pliométricos

(como pular ou saltar)

Vídeo: (inserir link)

4) Cargas rápidas

(como correr ou treinar mudanças de direção)

Vídeo: (inserir link)

Como saber se a carga é demasiada?

Tendencialmente, a dor no teu tendão melhora com a atividade e piora no dia seguinte.

Frequentemente, surge a seguinte dúvida: “É suposto sentir dor durante o exercício?”

Para responder a essa pergunta, considera a seguinte escala numérica de 0 (sem dor) a 10 (dor máxima):

0–3
Zona segura
4–5
Aceitável
6–10
Excessivo

Idealmente, procura trabalhar dentro da zona segura (dor de 0 a 3 em 10).

Fica atento aos sintomas 24–48h após a carga! Se os sintomas (dor e/ou rigidez) se agravam consideravelmente no dia seguinte à sessão de exercício e não voltam aos valores basais de dor (intensidade habitual), provavelmente a intensidade do exercício clínico foi demasiado alta.

Conclusão

Se tens dor ou limitações nas tuas tarefas diárias, atividade laboral ou desportiva, procura um fisioterapeuta. Tratar uma tendinopatia é um processo complexo, individual e apresenta altos e baixos. Manter o foco e consistência será um fator chave para a tua recuperação.

A reabilitação deve ser concluída de acordo com os teus objetivos específicos. Para decidir o plano mais adequado para ti, conta com a nossa ajuda!

Andreia Grilo

Fisioterapia Pélvica

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