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	<title>Clínica Flexus</title>
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	<description>Fisioterapia, Medicina, Prevenção</description>
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	<title>Clínica Flexus</title>
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		<title>Em que aspetos a fisioterapia contribui para o bem-estar e para a redução da dor crónica nas doenças reumatológicas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 11:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[A dor crónica ou persistente é um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes nas patologias reumatológicas, incluindo a artrite reumatoide, espondiloartrites, osteoartrose, lúpus e outras doenças reumáticas músculo-esqueléticas. Embora a inflamação desempenhe um papel importante em muitas destas condições, a experiência de dor é complexa e envolve também alterações no sistema nervoso, emoções, qualidade do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A dor crónica ou persistente é um dos sintomas mais frequentes e incapacitantes nas patologias reumatológicas, incluindo a artrite reumatoide, espondiloartrites, osteoartrose, lúpus e outras doenças reumáticas músculo-esqueléticas. Embora a inflamação desempenhe um papel importante em muitas destas condições, a experiência de dor é complexa e envolve também alterações no sistema nervoso, emoções, qualidade do sono, fadiga e níveis de atividade física. Por essa razão, o tratamento eficaz da dor vai para além da medicação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, as recomendações da EULAR (European Alliance of Associations for Rheumatology) destacam a fisioterapia e o exercício físico como componentes fundamentais da abordagem não farmacológica das doenças reumatológicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Menos medo de mexer, mais capacidade para viver </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante muitos anos acreditou-se que as articulações dolorosas deveriam ser poupadas. Hoje sabemos que, na maioria dos casos, o movimento adequado é seguro e benéfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A evidência científica demonstra que programas de exercício físico supervisionado podem reduzir a intensidade da dor em pessoas com doenças reumatológicas, além de melhorar a função física e a qualidade de vida. Estes benefícios foram observados em diversas condições, incluindo artrite reumatoide, espondiloartrites e osteoartrose.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>O impacto da inatividade na progressão dos sintomas</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A dor leva frequentemente à redução da atividade física. Com o tempo, esta diminuição do movimento pode resultar em perda de força muscular, redução da capacidade cardiovascular, rigidez articular e aumento da incapacidade funcional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este fenómeno cria um ciclo difícil de quebrar:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-5884 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/07/ChatGPT-Image-22_06_2026-10_54_05.jpg" alt="" width="719" height="479" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/07/ChatGPT-Image-22_06_2026-10_54_05.jpg 1536w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/07/ChatGPT-Image-22_06_2026-10_54_05-300x200.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/07/ChatGPT-Image-22_06_2026-10_54_05-1024x683.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/07/ChatGPT-Image-22_06_2026-10_54_05-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 719px) 100vw, 719px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A fisioterapia ajuda a interromper este ciclo através de programas individualizados de exercício e exposição gradual ao movimento, respeitando os sintomas e as limitações de cada pessoa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>O papel da fisioterapia na gestão da fadiga </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A fadiga é um dos sintomas mais incapacitantes nas doenças reumatológicas e pode ter um impacto tão significativo quanto a própria dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, os estudos concluem que a atividade física e os programas de exercício são eficazes e seguros na redução da fadiga em várias doenças reumáticas inflamatórias. A melhoria da condição física, do sono e da capacidade funcional parecem contribuir positivamente para este efeito.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Educação e autogestão: ferramentas para viver melhor com a doença </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A educação do utente é uma componente essencial da gestão da dor crónica ou persistente. Para isso, a fisioterapia pode ajudar que a pessoa compreenda melhor:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A natureza da sua condição;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O papel do exercício na recuperação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Como gerir períodos de agravamento dos sintomas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estratégias para manter a atividade física a longo prazo.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Uma abordagem centrada na pessoa, não apenas nos sintomas </b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos sintomas físicos, a dor crónica ou persistente está frequentemente associada a fatores emocionais como ansiedade, medo do movimento, perda de confiança. Consequentemente, pode levar a uma diminuição da participação social da pessoa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste sentido, uma abordagem biopsicossocial é considerada um dos pilares da gestão da dor crónica ou persistente nas doenças reumatológicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao melhorar a capacidade física e promover experiências positivas de movimento, a fisioterapia pode contribuir para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumento da autoconfiança;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redução do medo associado à atividade física;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhoria da participação social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maior sensação de controlo sobre a doença.</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Conclusão</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento da dor crónica ou persistente associada às doenças reumatológicas. Os seus benefícios vão muito além da redução da dor, contribuindo para melhorar a função física, a capacidade para as atividades do dia a dia, a gestão da fadiga, a confiança no movimento e a qualidade de vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com as recomendações mais recentes da EULAR, a atividade física e os programas de exercício individualizados devem ser considerados componentes centrais da abordagem não farmacológica das doenças reumatológicas. O objetivo não é apenas controlar sintomas, mas ajudar cada pessoa a manter-se ativa, funcional e participativa ao longo da vida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Referências</b></h4>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Moseng, T., Vliet Vlieland, T. P. M., Battista, S., et al. (2024). </span><i><span style="font-weight: 400;">EULAR recommendations for the non-pharmacological core management of hip and knee osteoarthritis: 2023 update</span></i><span style="font-weight: 400;">. Annals of the Rheumatic Diseases, 83(6), 730–740.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> DOI:</span><a href="https://doi.org/10.1136/ard-2023-225041" rel="nofollow noopener" target="_blank"> <span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1136/ard-2023-225041</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Santos, E. J. F., Farisogullari, B., Dures, E., et al. (2023). </span><i><span style="font-weight: 400;">Efficacy of non-pharmacological interventions: A systematic review informing the 2023 EULAR recommendations for the management of fatigue in people with inflammatory rheumatic and musculoskeletal diseases</span></i><span style="font-weight: 400;">. RMD Open, 9(3), e003350.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> DOI: https://doi.org/10.1136/rmdopen-2023-003350</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Courel-Ibáñez, J., Prieto-Moreno, R., Briones-Vozmediano, E., et al. (2025). </span><i><span style="font-weight: 400;">EULAR points to consider for patient education in physical activity and self-management of pain during transitional care</span></i><span style="font-weight: 400;">. Annals of the Rheumatic Diseases, 84(4), 529–537.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> DOI:</span><a href="https://doi.org/10.1136/ard-2024-226448" rel="nofollow noopener" target="_blank"> <span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1136/ard-2024-226448</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Balchin, C., Tan, A. L., Golding, J., et al. (2022). </span><i><span style="font-weight: 400;">Acute effects of exercise on pain symptoms, clinical inflammatory markers and inflammatory cytokines in people with rheumatoid arthritis: A systematic literature review</span></i><span style="font-weight: 400;">. Therapeutic Advances in Musculoskeletal Disease, 14.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"> DOI: https://doi.org/10.1177/1759720X221114104</span></li>
</ol>
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		<title>Prótese total da anca e o papel da fisioterapia no processo de reabilitação</title>
		<link>https://clinicaflexus.pt/protese-total-da-anca/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2026 11:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[A colocação de uma prótese total da anca (tecnicamente conhecida como artroplastia total da anca) é uma intervenção cirúrgica que consiste na substituição anatómica das estruturas envolvidas na articulação coxo-femoral (acetábulo do osso ilíaco e cabeça do fémur) por material protésico, indicada para a abordagem à doença articular degenerativa em estadio avançado. Neste artigo explicamos, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A colocação de uma <strong>prótese total da anca</strong> (tecnicamente conhecida como <strong>artroplastia total da anca</strong>) é uma intervenção cirúrgica que consiste na substituição anatómica das estruturas envolvidas na articulação coxo-femoral (acetábulo do osso ilíaco e cabeça do fémur) por material protésico, indicada para a abordagem à doença articular degenerativa em estadio avançado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo explicamos, de forma simples e baseada na evidência científica mais recente, como a fisioterapia contribui para uma recuperação segura, eficaz e duradoura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-5815 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/protese-anca.jpg" alt="" width="498" height="337" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/protese-anca.jpg 594w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/protese-anca-300x203.jpg 300w" sizes="(max-width: 498px) 100vw, 498px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Enquadramento histórico</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As técnicas utilizadas para este procedimento cirúrgico evoluíram ao longo dos últimos anos, bem como os materiais utilizados. Classicamente, já se utilizaram próteses de marfim, aço inoxidável ou outras ligas metálicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No século XX, o cirurgião John Charnle introduziu a utilização de cimento acrílico como método de fixação da prótese às estruturas ósseas, conjugando um componente femoral metálico com um componente acetabular em polietileno de alta densidade, capaz de suportar cargas elevadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este modelo tornou-se a base das próteses modernas, convertendo-o num procedimento previsível, reprodutível e com bons resultados a longo prazo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Contraindicações e cuidados iniciais</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a cirurgia, a anca ainda não está totalmente estável. Alguns movimentos podem aumentar o risco de luxação da prótese (quando a prótese sai da posição correta). Por isso, existem algumas precauções importantes nos primeiros tempos, essenciais para proteger a nova articulação enquanto os tecidos cicatrizam e o corpo se adapta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Relativamente às contraindicações iniciais, estas variam de caso para caso e deve seguir sempre as orientações do seu ortopedista e do seu fisioterapeuta. Apesar disso, seguem alguns exemplos das contraindicações mais comuns:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cruzar as pernas (adução da anca)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dobrar muito a anca (flexão muito acima dos 90º)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rodar a perna operada para dentro (rotação interna)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fazer movimentos rápidos</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguem também exemplos de cuidados simples a ter na fase inicial.</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ao sentar-se, utilize cadeiras altas e firmes e evite inclinar muito o corpo para a frente</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ao deitar-se de lado, utilize uma almofada entre as pernas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ao caminhar, utilize os auxiliares de marcha recomendados (canadianas ou andarilho)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Ao vestir-se, vista primeiro a perna operada e dispa primeiro a não operada</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Estes cuidados são temporários, mas são essenciais para garantir uma boa recuperação e proteger a sua nova articulação. Com o tempo e acompanhamento adequado, irá recuperar a sua independência e qualidade de vida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Qual é o papel da fisioterapia nesta condição?</b></h4>
<p style="text-align: left;"><span style="font-weight: 400;">Embora a cirurgia seja um passo essencial em determinados casos clínicos, após a cirurgia, a recuperação funcional e sintomática depende em grande parte da fisioterapia. Apesar do sucesso cirúrgico, sem um programa de reabilitação adequado, os utentes operados podem manter fraqueza muscular, alterações da marcha e limitações nas atividades do dia a dia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Deste modo, a fisioterapia tem um papel fundamental, ajudando a:</span></p>
<ul style="list-style-type: square;">
<li><span style="font-weight: 400;">Controlar os sinais inflamatórios</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduzir a dor</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Aumentar a amplitude de movimento</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Recuperar a força muscular</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Melhorar a marcha e o equilíbrio</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Reduzir o risco de queda</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Educar sobre expectativas realistas e progressão segura</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Promover a independência nas atividades diária</span></li>
</ul>
<h4></h4>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Como é organizada a reabilitação após a cirurgia?</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A fisioterapia é organizada por diversas fases, respeitando o processo de cicatrização e a capacidade individual de cada pessoa.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong>1. Antes da cirurgia</strong></p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Objetivos principais</strong></td>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Estratégias de Intervenção</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Prevenir a perda de massa muscular (atrofia muscular)</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reduzir a dor</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Educação acerca dos cuidados a ter com a prótese</span></li>
</ol>
</td>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li><span style="font-weight: 400;">Tratamento da dor</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Exercícios de fortalecimento muscular</span></li>
<li><span style="font-weight: 400;">Treino da marcha com os auxiliares (para facilitar a fase pós operatória)</span></li>
</ol>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><span style="font-size: 12pt;"><strong>2. Fase Inicial (2 semanas)</strong></span></p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Objetivos principais</strong></td>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Estratégias de Intervenção</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Mobilização precoce e segura</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Controlo da dor, inchaço (edema) e restantes sinais inflamatórios</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Início da marcha (com ou sem auxiliares)</span></li>
</ol>
</td>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exercícios leves de mobilidade</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exercícios de ativação muscular </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Educação sobre movimentos seguros</span></li>
</ol>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mobilização precoce é considerada segura e benéfica, desde que adaptada à condição do utente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong><span style="font-size: 12pt;">3. Fase Intermédia (2 a 8 semanas)</span></strong></p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Objetivos principais</strong></td>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Estratégias de Intervenção</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aumentar a força muscular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Melhorar o padrão de marcha</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperar a autonomia nas atividades diárias</span></li>
</ol>
</td>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exercícios de fortalecimento</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Treino das atividades do dia a dia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Progressão gradual da carga</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exercícios funcionais</span></li>
</ol>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 40px;"><strong><span style="font-size: 12pt;">4. Fase Avançada (8 a 12 semanas)</span></strong></p>
<table style="border-collapse: collapse; width: 100%;">
<tbody>
<tr>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Objetivos principais</strong></td>
<td style="width: 50%; text-align: center;"><strong>Estratégias de Intervenção</strong></td>
</tr>
<tr>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Recuperar a confiança no movimento</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Retomar atividades sociais, profissionais e desportivas</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Elaboração de um plano específico para prevenir futuras limitações</span></li>
</ol>
</td>
<td style="width: 50%;">
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Exercícios funcionais ou desportivos mais exigentes</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Treino de equilíbrio dinâmico</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Preparação para atividades específicas do utente</span></li>
</ol>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>&nbsp;</p>
<p><img decoding="async" class=" wp-image-5816 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese.jpg" alt="" width="686" height="376" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese.jpg 1693w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese-300x165.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese-1024x562.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese-768x421.jpg 768w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/processo.protese-1536x843.jpg 1536w" sizes="(max-width: 686px) 100vw, 686px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><strong>Conclusão</strong></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser claro o benefício da fisioterapia na reabilitação após a colocação de uma prótese total da anca, não existe um protocolo “perfeito” que sirva para todos os utentes. Cada reabilitação deve considerar a individualidade de cada caso clínico para ir ao encontro dos seus objetivos e necessidades específicas.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Referências</h4>
<ol>
<li>Konnyu, K. J., Pinto, D., Cao, W., Aaron, R. K., Panagiotou, O. A., Bhuma, M. R., Adam, G. P., Balk, E. M., &amp; Thoma, L. M. (2023). Rehabilitation for total hip arthroplasty: A systematic review. <em data-start="440" data-end="501">American Journal of Physical Medicine &amp; Rehabilitation, 102</em>(1), 11–18. <a class="decorated-link" href="https://doi.org/10.1097/PHM.0000000000002007" target="_new" rel="noopener nofollow" data-start="513" data-end="557">https://doi.org/10.1097/PHM.0000000000002007</a></li>
<li>Park, S.-J., &amp; Kim, B.-G. (2023). Effects of exercise therapy on the balance and gait after total hip arthroplasty: A systematic review and meta-analysis. <em data-start="2296" data-end="2336">Journal of Exercise Rehabilitation, 19</em>(4), 190–197. <a class="decorated-link cursor-pointer" target="_new" rel="noopener" data-start="2350" data-end="2390">https://doi.org/10.12965/jer</a><a class="decorated-link cursor-pointer" target="_new" rel="noopener" data-start="2350" data-end="2390">.2346290.145</a></li>
<li>Wainwright, T. W., et al. (2023). Rehabilitation phases, precautions, and mobility goals following total hip arthroplasty. <em data-start="1018" data-end="1068">Journal of Orthopaedic &amp; Sports Physical Therapy</em>.</li>
<li>Widmer, P., Oesch, P., &amp; Bachmann, S. (2022). Effect of prehabilitation in form of exercise and/or education in patients undergoing total hip arthroplasty on postoperative outcomes—A systematic review. <em data-start="1714" data-end="1728">Medicina, 58</em>(6), 742. https://doi.org/10.3390/medicina58060742</li>
</ol>
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		<item>
		<title>Mobilidade: porque é tão importante no teu dia-a-dia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 11:12:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[A mobilidade é um dos pilares fundamentais do movimento humano, mas continua a ser frequentemente confundida com alongamentos ou flexibilidade. No dia-a-dia, tarefas como sentar, levantar, caminhar, alcançar objetos ou praticar exercício físico exige que as articulações se movam de forma eficiente, controlada e sem dor. Quando a mobilidade está diminuída, o corpo pode tender [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A mobilidade é um dos pilares fundamentais do movimento humano, mas continua a ser frequentemente confundida com alongamentos ou flexibilidade. No dia-a-dia, tarefas como sentar, levantar, caminhar, alcançar objetos ou praticar exercício físico exige que as articulações se movam de forma eficiente, controlada e sem dor. Quando a mobilidade está diminuída, o corpo pode tender a compensar, aumentando a sobrecarga noutras estruturas e o risco de desconforto ou lesão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, explicamos de forma simples o que é a mobilidade articular, porque é tão importante para a saúde e desempenho funcional, e como a fisioterapia pode ajudar a melhorar a qualidade do movimento. O objetivo é dar-te ferramentas para compreender melhor o teu corpo e perceber quando faz sentido procurar acompanhamento profissional.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>O que é mobilidade e porque a podemos perder</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A mobilidade articular refere-se à capacidade de mover uma articulação </span><b>ativamente</b><span style="font-weight: 400;"> em toda a sua amplitude de movimento, com controlo muscular e sem dor. Ao contrário da flexibilidade passiva, a mobilidade envolve força, coordenação e controlo neuromuscular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fatores como o sedentarismo, longos períodos sentados, stress, dor, lesões prévias ou padrões de movimento repetitivos podem contribuir para rigidez articular e perda de mobilidade. Com o tempo, esta limitação pode afetar a postura, a eficiência do movimento e até tarefas simples do quotidiano.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A evidência científica mostra que a mobilidade ativa está associada à melhoria da função muscular, eficiência neuromuscular e redução do risco de lesão, tanto em desportistas como na população ger</span><span style="font-weight: 400;">al</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h4><b>Como a fisioterapia pode ajudar a melhorar a mobilidade</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fisioterapia, a mobilidade é sempre avaliada de forma individualizada. Mais do que “ganhar amplitude”, o foco está em </span><b>perceber como te moves</b><span style="font-weight: 400;">, que articulações estão mais limitadas e como o teu corpo compensa essas restrições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A abordagem inclui:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Avaliação do movimento global e específico</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificação de limitações articulares, controlo motor e padrões compensatórios</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Intervenção com técnicas de terapia manual, exercício terapêutico e mobilidade ativa</span></li>
<li aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento progressivo, ajustado ao teu dia-a-dia, trabalho e prática desportiva</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo não é apenas aumentar a mobilidade, mas </span><b>integrá-la em movimentos funcionais</b><span style="font-weight: 400;">, tornando-os mais eficientes, seguros e sustentáveis a longo prazo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Mobilidade no dia-a-dia: princípios gerais e autocuidados</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A boa notícia é que trabalhar a mobilidade não exige longas sessões nem exercícios complexos. O mais importante é a </span><b>consistência</b><span style="font-weight: 400;"> e a qualidade do movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns princípios-chave:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Privilegiar mobilidade ativa em vez de alongamentos passivos prolongados</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Integrar movimentos conscientes na rotina diária</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Respeitar os limites do corpo, evitando dor</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Associar a mobilidade a uma boa respiração, sono e gestão do stress</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Movimentos simples, como rotações da coluna, mobilidade das ancas ou dos tornozelos, são essenciais para tarefas como sentar, levantar, caminhar e manter o equilíbrio. Estudos sugerem ainda que a mobilidade ativa e o movimento consciente podem ter efeitos positivos na concentração e regulação emocional, ao estimular o sistema nervoso parassimpático.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4><b>Quando procurar um fisioterapeuta</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada pessoa tem uma história, um contexto e necessidades diferentes. Uma avaliação profissional permite perceber se a limitação é realmente um problema de mobilidade ou se envolve outros fatores, como força, controlo motor ou dor. Por isso, procura um fisioterapeuta se tiveres algum dos sinais abaixo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> <img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5850 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-22_06_2026-11_28_36.jpg" alt="" width="642" height="428" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-22_06_2026-11_28_36.jpg 1536w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-22_06_2026-11_28_36-300x200.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-22_06_2026-11_28_36-1024x683.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/06/ChatGPT-Image-22_06_2026-11_28_36-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 642px) 100vw, 642px" /></span></p>
<h4><b>Conclusão</b></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A mobilidade é essencial para um corpo saudável, funcional e resiliente. Pequenos gestos diários podem fazer uma grande diferença na forma como te moves e como te sentes, mas é fundamental que o trabalho de mobilidade seja adequado às tuas necessidades individuais.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Na </span><b>Clínica FLEXUS</b><span style="font-weight: 400;">, acreditamos numa abordagem baseada em evidência, centrada no movimento e na pessoa. Se sentes que o teu corpo está mais rígido, limitado ou desconfortável, a fisioterapia pode ajudar-te a recuperar confiança e liberdade de movimento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Referências</h4>
<p>Behm, D. G., Blazevich, A. J., Kay, A. D., &amp; McHugh, M. (2016). Acute effects of muscle stretching on physical performance, range of motion, and injury incidence in healthy active individuals: a systematic review. <i>Applied physiology, nutrition, and metabolism = Physiologie appliquee, nutrition et metabolisme</i>, <i>41</i>(1), 1–11. https://doi.org/10.1139/apnm-2015-0235</p>
<p>Manafzadeh A. R. (2023). Joint mobility as a bridge between form and function. <i>The Journal of experimental biology</i>, <i>226</i>(Suppl_1), jeb245042. https://doi.org/10.1242/jeb.245042</p>
<p>Michlovitz, S. L., Harris, B. A., &amp; Watkins, M. P. (2004). Therapy interventions for improving joint range of motion: A systematic review. <i>Journal of hand therapy : official journal of the American Society of Hand Therapists</i>, <i>17</i>(2), 118–131. https://doi.org/10.1197/j.jht.2004.02.002</p>
<p>Abuín-Porras, V., Clemente-Suárez, V. J., Jaén-Crespo, G., Navarro-Flores, E., Pareja-Galeano, H., &amp; Romero-Morales, C. (2021). Effect of Physiotherapy Treatment in the Autonomic Activation and Pain Perception in Male Patients with Non-Specific Subacute Low Back Pain. <i>Journal of clinical medicine</i>, <i>10</i>(8), 1793. https://doi.org/10.3390/jcm10081793</p>
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		<title>Porque é que é tão importante avaliar o pé depois de um entorse?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 09:44:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[O entorse do tornozelo é uma das lesões mais frequentes, tanto na prática desportiva como nas atividades do dia a dia. Pode acontecer ao correr, durante um treino, ao descer escadas ou simplesmente ao pisar uma superfície irregular. Apesar de ser uma lesão comum, muitas pessoas continuam a desvalorizá-la, sobretudo quando a dor e o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">O <strong>entorse do tornozelo</strong> é uma das lesões mais frequentes, tanto na prática desportiva como nas atividades do dia a dia. Pode acontecer ao correr, durante um treino, ao descer escadas ou simplesmente ao pisar uma superfície irregular. Apesar de ser uma lesão comum, muitas pessoas continuam a desvalorizá-la, sobretudo quando a <strong>dor</strong> e o <strong>inchaço</strong> começam a diminuir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo explicamos porque esta <strong>avaliação em fisioterapia</strong> é tão importante, quais os sinais a que deve estar atento e como a fisioterapia pode ajudar no processo de recuperação.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>O que acontece ao pé depois de um entorse do tornozelo?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um </span><b>entorse do tornozelo</b><span style="font-weight: 400;"> acontece quando os <strong>ligamentos que estabilizam a articulação</strong> são esticados ou lesionados devido a um movimento brusco, normalmente quando o pé &#8220;vira para dentro&#8221;</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sintomas mais frequentes incluem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor no tornozelo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">inchaço</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">hematoma</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade em caminhar</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sensação de instabilidade</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora estes sintomas possam melhorar ao longo dos dias ou semanas, isso não significa necessariamente que o <strong>tornozelo tenha recuperado totalmente</strong>. Depois de um entorse, podem existir alterações como:</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5842 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-10_32_24.jpg" alt="" width="788" height="525" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-10_32_24.jpg 1536w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-10_32_24-300x200.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-10_32_24-1024x683.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-10_32_24-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 788px) 100vw, 788px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, mesmo quando os sintomas parecem melhorar, é importante perceber se o pé recuperou realmente a sua função normal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Porque é tão importante avaliar o pé depois de um entorse?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A <strong>avaliação em fisioterapia</strong> permite perceber não apenas a gravidade da lesão, mas também o impacto que o entorse teve na função do pé e do tornozelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a avaliação são analisados vários aspetos importantes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">mobilidade articular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estabilidade ligamentar</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">força muscular</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">equilíbrio</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">controlo motor</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">padrão de marcha</span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esta análise ajuda a identificar limitações que podem passar despercebidas no dia a dia, mas que continuam a influenciar o movimento e a aumentar o risco de recaída. Quanto mais cedo existir uma <strong>avaliação adequada</strong>, maior a probabilidade de uma <strong>recuperação completa</strong> e sem limitações futuras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Como pode a fisioterapia ajudar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A fisioterapia após entorse do tornozelo não se centra apenas na redução da dor ou do inchaço. O objetivo é restaurar a função completa da articulação, promovendo um regresso seguro às atividades diárias e ao desporto. O acompanhamento pode incluir:</span></p>
<ol>
<li><b>Recuperação da mobilidade: </b>ajuda a restaurar um padrão de movimento eficiente.</li>
<li><b>Reeducação da estabilidade e equilíbrio: </b>ajuda a reduzir o risco de novas lesões.</li>
<li><b>Progressão gradual da carga: </b>o retorno à atividade deve ser progressivo e adaptado à tolerância de cada pessoa.</li>
<li><b>Prevenção de entorses recorrentes: </b>uma abordagem adequada reduz o risco de instabilidade crónica do tornozelo e de novas lesões futuras.</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Conclusão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de ser uma lesão frequente, o entorse do tornozelo não deve ser ignorado. Mesmo quando a dor diminui, podem persistir alterações importantes na mobilidade, estabilidade e controlo do movimento. </span><span style="font-weight: 400;">Uma <strong>avaliação rigorosa e precoce</strong> é essencial para garantir uma <strong>recuperação completa, prevenir novas lesões e recuperar confiança no movimento</strong>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Clínica FLEXUS, a fisioterapia é orientada de forma individualizada, ajudando cada pessoa a recuperar com segurança e a regressar às suas atividades com maior confiança e controlo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5><b>Referências</b></h5>
<p data-start="107" data-end="340">Briet, J. P., Houwert, R. M., Hageman, M. G. J. S., et al. (2016). Factors associated with pain intensity and physical limitations after lateral ankle sprains. <em data-start="267" data-end="279">Injury, 47</em>(11), 2565–2569. <a class="decorated-link cursor-pointer" target="_new" rel="noopener" data-start="296" data-end="340">https://doi.org/10.1016/j.injury.2016.09.016</a></p>
<p data-start="342" data-end="657">Delahunt, E., Bleakley, C. M., Bossard, D. S., et al. (2018). Clinical assessment of acute lateral ankle sprain injuries (ROAST): 2019 consensus statement and recommendations of the International Ankle Consortium. <em data-start="556" data-end="596">British Journal of Sports Medicine, 52</em>(20), 1304–1310. <a class="decorated-link" href="https://doi.org/10.1136/bjsports-2017-098885" target="_new" rel="noopener nofollow" data-start="613" data-end="657">https://doi.org/10.1136/bjsports-2017-098885</a></p>
<p data-start="659" data-end="985">Gribble, P. A., Bleakley, C. M., Caulfield, B. M., et al. (2016). Evidence review for the 2016 International Ankle Consortium consensus statement on the prevalence, impact and long-term consequences of lateral ankle sprains. <em data-start="884" data-end="924">British Journal of Sports Medicine, 50</em>(24), 1496–1505. <a class="decorated-link" href="https://doi.org/10.1136/bjsports-2016-096189" target="_new" rel="noopener nofollow" data-start="941" data-end="985">https://doi.org/10.1136/bjsports-2016-096189</a></p>
<p data-start="987" data-end="1233">McKeon, P. O., &amp; Donovan, L. (2019). A perceptual framework for conservative treatment and rehabilitation of ankle sprains: An evidence-based paradigm shift. <em data-start="1145" data-end="1179">Journal of Athletic Training, 54</em>(6), 656–661. <a class="decorated-link cursor-pointer" target="_new" rel="noopener" data-start="1193" data-end="1233">https://doi.org/10.4085/1062-6050-474-17</a></p>
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		<item>
		<title>Joelhos “estaladiços”: há motivo para preocupação? Mito ou verdade</title>
		<link>https://clinicaflexus.pt/joelho-a-estalar/</link>
					<comments>https://clinicaflexus.pt/joelho-a-estalar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 08:30:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Os “estalidos” nos joelhos são muito comuns e acontecem frequentemente ao agachar, subir escadas ou durante o exercício físico. Apesar de gerarem preocupação em muitas pessoas, a verdade é que, na maioria dos casos, estes sons não significam que exista uma lesão ou problema grave no joelho. Mas afinal, os joelhos estaladiços são motivo de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Os “estalidos” nos joelhos são muito comuns e acontecem frequentemente ao agachar, subir escadas ou durante o exercício físico. Apesar de gerarem preocupação em muitas pessoas, a verdade é que, na maioria dos casos, estes sons não significam que exista uma lesão ou problema grave no joelho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas afinal, os joelhos estaladiços são motivo de preocupação?</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Porque é que o joelho &#8220;estala&#8221;?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda não existe uma explicação totalmente definitiva para a origem destes sons articulares. No entanto, a teoria mais aceite atualmente sugere que os “estalidos” resultam de alterações rápidas de pressão e movimentação de gases dentro da articulação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Este fenómeno pode acontecer quando o joelho é levado a determinadas amplitudes de movimento, produzindo o típico “estalo” ou sensação de crepitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora seja comum associar esses sons a desgaste articular, nem sempre existe relação entre os estalos e danos no joelho.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Então os estalos são sempre normais?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem sempre.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora muitos estalos sejam benignos, em alguns casos a crepitação pode estar associada a alterações articulares, especialmente quando existe </span><b>artrose avançada do joelho</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Nestes casos, além dos sons articulares, é mais comum existirem sintomas associados, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dor</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">rigidez</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">inchaço</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dificuldade no movimento</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">limitação funcional</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Ou seja, mais importante do que o som em si é perceber se existem sintomas associados e impacto no movimento do dia a dia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Exercício físico e joelhos com estalos: devo parar?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria das situações, </span><b>não!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se os estalos não estiverem associados a dor significativa ou limitação funcional, o exercício físico continua a ser seguro e importante para a saúde do joelho. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando os estalos surgem acompanhados de dor, pode ser necessário </span><b>adaptar temporariamente a carga, intensidade ou tipo de exercício</b><span style="font-weight: 400;">, em vez de parar completamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Evitar totalmente o movimento nem sempre é a melhor solução e, em muitos casos, a adaptação adequada permite continuar ativo de forma segura.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Quando deve procurar avaliação?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os sons articulares tornam-se mais relevantes quando aparecem acompanhados por sintomas como: </span><span style="font-weight: 400;">dor persistente; </span>inchaço; sensação de bloqueio; instabilidade; limitação do movimento.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nestes casos, uma avaliação em fisioterapia pode ajudar a perceber</span><span style="font-weight: 400;"> o que está a contribuir para os sintomas e orientar o tratamento de forma individualizada.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5832 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-09_21_22.jpg" alt="" width="509" height="339" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-09_21_22.jpg 1536w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-09_21_22-300x200.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-09_21_22-1024x683.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-09_21_22-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 509px) 100vw, 509px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Conclusão</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Na maioria dos casos, os joelhos “estaladiços” são um fenómeno benigno e não existem evidências claras de que provoquem danos articulares. </span><span style="font-weight: 400;">No entanto, quando os estalos surgem acompanhados de dor ou limitação funcional, podem estar associados a alterações articulares, como artrose do joelho, devendo ser avaliados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Clínica FLEXUS, a fisioterapia ajuda a compreender o funcionamento do joelho e a adaptar o movimento e exercício físico às necessidades de cada pessoa, promovendo confiança e segurança no movimento.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Referências<span style="font-weight: 400;"><br />
</span></h5>
<p><span style="font-weight: 400;">Couch, J. L., King, M. G., De Oliveira Silva, D., Whittaker, J. L., Bruder, A. M., Serighelli, F., Kaplan, S., &amp; Culvenor, A. G. (2025). Noisy knees &#8211; knee crepitus prevalence and association with structural pathology: a systematic review and meta-analysis. </span><i><span style="font-weight: 400;">British journal of sports medicine</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">59</span></i><span style="font-weight: 400;">(2), 126–132. </span><a href="https://doi.org/10.1136/bjsports-2024-108866" rel="nofollow noopener" target="_blank"><span style="font-weight: 400;">https://doi.org/10.1136/bjsports-2024-108866</span></a></p>
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		<title>Exercício e dor: o que ainda não lhe disseram</title>
		<link>https://clinicaflexus.pt/exercicio-e-dor/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Clínica Flexus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 10:07:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[Exercício como “analgésico natural”: mito ou realidade? É comum ouvir que o exercício físico funciona como um “analgésico natural”. A ideia de que mexer o corpo liberta endorfinas e, por isso, reduz a dor está bem enraizada no senso comum e até no discurso clínico. De facto, existe um fenómeno conhecido como hipoalgesia induzida pelo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Exercício como “analgésico natural”: mito ou realidade?</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum ouvir que o exercício físico funciona como um “analgésico natural”. A ideia de que mexer o corpo liberta endorfinas e, por isso, reduz a dor está bem enraizada no senso comum e até no discurso clínico. De facto, existe um fenómeno conhecido como </span><b>hipoalgesia induzida pelo exercício</b><span style="font-weight: 400;">, que descreve a diminuição temporária da sensibilidade à dor durante ou após a atividade física. No entanto, a investigação científica mostra que esta resposta não acontece sempre, não é igual em todas as pessoas e, sobretudo, </span><b>não deve ser o principal critério para avaliar o sucesso do exercício em contexto terapêutico</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><b>Hipoalgesia induzida pelo exercício: que fenómeno é este?</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A hipoalgesia induzida pelo exercício refere-se a uma diminuição transitória da percepção da dor após um estímulo físico. Este efeito é geralmente avaliado através do aumento do limiar de dor à pressão ou da menor resposta a estímulos dolorosos após o exercício. Importa sublinhar que se trata de um efeito </span><b>agudo e reversível</b><span style="font-weight: 400;">, que pode durar minutos ou, em alguns casos, até cerca de meia hora. Não corresponde a uma correção estrutural dos tecidos nem significa que a “causa” da dor tenha sido resolvida.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Exercício e regulação da dor: como, porquê e quando acontece?</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Do ponto de vista do corpo, existem várias razões pelas quais o exercício pode ajudar a diminuir a dor. Quando nos movimentamos, o cérebro ativa mecanismos naturais que ajudam a </span><b>“baixar o volume” da dor</b><span style="font-weight: 400;">, controlando a forma como os sinais dolorosos são interpretados. Durante o exercício, o organismo liberta substâncias como as </span><b>endorfinas</b><span style="font-weight: 400;">, a </span><b>serotonina</b><span style="font-weight: 400;"> e a </span><b>noradrenalina</b><span style="font-weight: 400;">, que funcionam como analgésicos naturais e podem reduzir temporariamente a sensação de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o exercício regular ajuda a criar um ambiente mais equilibrado no corpo, com </span><b>menos inflamação</b><span style="font-weight: 400;"> e menor sensibilidade dos nervos responsáveis por enviar sinais de dor. Em conjunto, estes efeitos ajudam o corpo a reagir de forma menos intensa aos estímulos dolorosos, tornando a dor mais fácil de gerir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar destes efeitos, a resposta à dor após o exercício </span><b>não é universal</b><span style="font-weight: 400;">. Em pessoas sem dor persistente, a hipoalgesia induzida pelo exercício tende a ocorrer de forma relativamente consistente. No entanto, em pessoas com dor crónica, a resposta é muito mais variável. Estudos mostram que, nestes casos, a redução da dor pode estar diminuída, ausente ou mesmo dar lugar a um aumento da dor após o exercício, gerando o fenómeno inverso. Esta resposta parece estar relacionada com alterações nos mecanismos centrais de modulação da dor, frequentemente associadas à sensibilização do sistema nervoso.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>Podemos esperar sempre alívio imediato?</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">É aqui que surge um erro frequente na prática clínica: </span><b>prescrever exercício com a expectativa explícita de alívio da dor imediato</b><span style="font-weight: 400;">. Quando o exercício é apresentado como algo que “deveria tirar a dor”, cria-se uma expectativa que nem sempre será cumprida. Para o utente, isso pode traduzir-se em frustração, insegurança e medo de se mexer. Para o fisioterapeuta, pode levar à conclusão errada de que o exercício não é adequado, quando na realidade o corpo pode estar a adaptar-se de outras formas relevantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O valor terapêutico do exercício vai muito além da redução imediata da dor. O exercício atua como um estímulo para </span><b>reeducar o sistema nervoso</b><span style="font-weight: 400;">, melhorar a tolerância ao movimento e reduzir a perceção de ameaça associada à atividade física/movimento. Mesmo quando a dor não diminui logo — ou oscila ao longo do processo — o exercício pode contribuir para melhorias graduais na função, na confiança corporal e na capacidade de lidar com a dor no dia a dia.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5808 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-13_05_2026-12_12_16.jpg" alt="" width="588" height="392" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-13_05_2026-12_12_16.jpg 1536w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-13_05_2026-12_12_16-300x200.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-13_05_2026-12_12_16-1024x683.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-13_05_2026-12_12_16-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 588px) 100vw, 588px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<ul>
<li aria-level="1"><b>“Eu vivo com dor”: O que significa isto para mim?</b></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem vive com dor, isto significa compreender que sentir algum desconforto durante ou após o exercício não equivale automaticamente a lesão ou agravamento do problema. A dor é uma experiência complexa, influenciada por fatores físicos, emocionais e contextuais, e nem sempre reflete dano nos tecidos. O corpo precisa de exposição gradual ao movimento para reaprender que mexer-se não é perigoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, a hipoalgesia induzida pelo exercício é um fenómeno real e bem documentado, mas </span><b>não deve ser encarada como um objetivo obrigatório</b><span style="font-weight: 400;">. O exercício não é um botão para desligar a dor. É, acima de tudo, uma ferramenta poderosa para ajudar o sistema nervoso a tornar-se menos protetor e mais adaptável ao longo do tempo.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Referências</strong></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Lesnak, J. B., &amp; Sluka, K. A. (2020). Mechanism of exercise-induced analgesia: what we can learn from physically active animals. <i>Pain reports</i>, <i>5</i>(5), e850. https://doi.org/10.1097/PR9.0000000000000850</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Rice, D., Nijs, J., Kosek, E., Wideman, T., Hasenbring, M. I., Koltyn, K., Graven-Nielsen, T., &amp; Polli, A. (2019). Exercise-Induced Hypoalgesia in Pain-Free and Chronic Pain Populations: State of the Art and Future Directions. <i>The journal of pain</i>, <i>20</i>(11), 1249–1266. https://doi.org/10.1016/j.jpain.2019.03.005</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Sluka, K. A., Frey-Law, L., &amp; Hoeger Bement, M. (2018). Exercise-induced pain and analgesia? Underlying mechanisms and clinical translation. <i>Pain</i>, <i>159 Suppl 1</i>(Suppl 1), S91–S97. https://doi.org/10.1097/j.pain.0000000000001235</li>
</ul>
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		<title>Reabilitação da tendinopatia</title>
		<link>https://clinicaflexus.pt/reabilitacao-da-tendinopatia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mois&#233;s Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 17:24:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[A tendinopatia é uma condição clínica comum e pode estar associada a limitações significativas das atividades diárias, como levantar um objeto ou vestir uma camisa. Pode também limitar a atividade laboral ou desportiva, tanto a nível profissional como amador. Neste artigo iremos ajudar-te a entender a condição, bem como o papel da fisioterapia no processo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A tendinopatia é uma condição clínica comum e pode estar associada a limitações significativas das atividades diárias, como levantar um objeto ou vestir uma camisa. Pode também limitar a atividade laboral ou desportiva, tanto a nível profissional como amador. Neste artigo iremos ajudar-te a entender a condição, bem como o papel da fisioterapia no processo de reabilitação da mesma.</p>
<h4>O que é a tendinopatia?</h4>
<p>Afinal, o que é uma tendinopatia? É apenas outro termo para tendinite? A resposta é não!</p>
<p>A <strong>tendinite</strong> refere-se à inflamação do tendão (estrutura que conecta o músculo ao osso). Por sua vez, a <strong>tendinopatia</strong> está ligada à sobrecarga repetitiva do tendão e à recuperação insuficiente. Estudos mais recentes salientam os fatores psicossociais como contribuintes para a tendinopatia, para além dos fatores mecânicos.</p>
<p>É, portanto, uma condição musculoesquelética complexa e multifatorial que afeta tanto indivíduos ativos quanto sedentários, causando dor localizada, redução da capacidade para desempenhar as tarefas do dia a dia e diminuição da tolerância ao exercício.</p>
<h4>Qual é o papel da fisioterapia nesta condição?</h4>
<p>Pode a fisioterapia ajudar a tratar uma tendinopatia? <strong>Sim</strong>, uma vez que a exposição gradual ao exercício, bem como a gestão da carga são das principais recomendações para o tratamento desta condição.</p>
<p>A reabilitação depende de diversos fatores, tais como a região anatómica afetada, a ocupação e níveis de atividade física do indivíduo, bem como a presença de outras condições de saúde e fatores psicossociais, entre outros.</p>
<p>É importante salientar que não existe uma “receita” ou exercícios perfeitos. Cada reabilitação deve considerar a individualidade de cada pessoa para ir ao encontro dos seus objetivos e necessidades específicas. Mas, de forma genérica, a reabilitação procura melhorar a capacidade do tendão e do músculo de suportarem carga para além de abordar crenças e comportamentos relacionados com a dor.</p>
<h4>Reabilitação</h4>
<p><strong>Não sabes por onde começar a reabilitação?</strong></p>
<p>O tendão é uma estrutura capaz de suportar uma carga elevada. Portanto, é importante não subvalorizar a sua capacidade ao longo do processo de reabilitação. Por outro lado, é importante respeitar a sintomatologia (dor ou outros sinais inflamatórios).</p>
<p>Para uma reabilitação adequada sugerimos <strong>4 fases</strong>, iniciando pela mais básica e progredindo para a mais complexa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-5828 aligncenter" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47.jpg" alt="" width="774" height="414" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47.jpg 1715w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47-300x160.jpg 300w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47-1024x548.jpg 1024w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47-768x411.jpg 768w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/05/ChatGPT-Image-27_05_2026-08_55_47-1536x821.jpg 1536w" sizes="(max-width: 774px) 100vw, 774px" /></p>
<h4></h4>
<h4>Como saber se a carga é demasiada?</h4>
<p>Tendencialmente, a dor no teu tendão melhora com a atividade e piora no dia seguinte.</p>
<p>Frequentemente, surge a seguinte dúvida: <strong>“É suposto sentir dor durante o exercício?”</strong></p>
<p>Para responder a essa pergunta, considera a seguinte escala numérica de <strong>0</strong> (sem dor) a <strong>10</strong> (dor máxima):</p>
<p><!-- Escala de dor responsiva --></p>
<div style="width: 100%; margin: 20px 0; font-family: Arial, sans-serif; font-weight: 600;">
<div style="display: flex; flex-wrap: wrap; border-radius: 8px; overflow: hidden;">
<div style="flex: 1 1 100%; padding: 18px; text-align: center; background: #2ecc40;">
<div style="font-size: 20px;">0–3</div>
<div style="font-size: 18px;">Zona segura</div>
</div>
<div style="flex: 1 1 100%; padding: 18px; text-align: center; background: #d4d42a;">
<div style="font-size: 20px;">4–5</div>
<div style="font-size: 18px;">Aceitável</div>
</div>
<div style="flex: 1 1 100%; padding: 18px; text-align: center; background: #e3342f; color: #fff;">
<div style="font-size: 20px;">6–10</div>
<div style="font-size: 18px;">Excessivo</div>
</div>
</div>
</div>
<p><strong>Idealmente, procura trabalhar dentro da zona segura</strong> (dor de 0 a 3 em 10).</p>
<p><strong>Fica atento aos sintomas 24–48h após a carga!</strong> Se os sintomas (dor e/ou rigidez) se agravam consideravelmente no dia seguinte à sessão de exercício e não voltam aos valores basais de dor (intensidade habitual), provavelmente a intensidade do exercício clínico foi demasiado alta.</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p>Se tens dor ou limitações nas tuas tarefas diárias, atividade laboral ou desportiva, procura um fisioterapeuta. Tratar uma tendinopatia é um processo complexo, individual e apresenta altos e baixos. Manter o foco e consistência será um fator chave para a tua recuperação.</p>
<p>A reabilitação deve ser concluída de acordo com os teus objetivos específicos. Para decidir o plano mais adequado para ti, conta com a nossa ajuda!</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Referências</h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Cooper, K., Barton, C. J., Briggs, A. M., Callaghan, M. J., Rathleff, M. S., Tucker, K., &amp; Malliaras, P. (2023). Exercise therapy for tendinopathy: A mixed-methods evidence synthesis exploring feasibility, acceptability and effectiveness. Health Technology Assessment, 27(58), 1–232. https://doi.org/10.3310/HTA27580</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cook, J. L., &amp; Purdam, C. R. (2013). The challenge of managing tendinopathy in competing athletes. British Journal of Sports Medicine, 48(7), 506–509. https://doi.org/10.1136/bjsports-2012-091961</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cook, J. L., &amp; Purdam, C. R. (2009). Is tendon pathology a continuum? A pathology model to explain the clinical presentation of load-induced tendinopathy. British Journal of Sports Medicine, 43(6), 409–416. https://doi.org/10.1136/bjsm.2008.051193</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Silbernagel, K. G., Hanlon, S., &amp; Sprague, A. (2020). Current clinical concepts: Conservative management of Achilles tendinopathy. Journal of Athletic Training, 55(5), 438–447. https://doi.org/10.4085/1062-6050-356-19</span></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Radiculopatia Cervical: o que diz a ciência e por que a fisioterapia personalizada é hoje a melhor escolha</title>
		<link>https://clinicaflexus.pt/radiculopatia-cervical/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mois&#233;s Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2026 17:22:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fisioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[A dor cervical, no geral, representa um problema de saúde global de grande relevância. A revisão epidemiológica de Kazeminasab et al. (2022) revelou que a prevalência mundial atingiu 27 casos por 1000 pessoas em 2019, com maior incidência entre os 45 e os 74 anos e maior prevalência no sexo feminino. O impacto económico é [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A dor cervical, no geral, representa um problema de saúde global de grande relevância. A revisão epidemiológica de Kazeminasab et al. (2022) revelou que a prevalência mundial atingiu <strong>27 casos por 1000 pessoas</strong> em 2019, com maior incidência entre os <strong>45 e os 74 anos</strong> e maior prevalência no <strong>sexo feminino</strong>. O impacto económico é também substancial: nos Estados Unidos, a dor cervical e lombar representaram cerca de <strong>134,5 mil milhões</strong> de dólares em gastos de saúde em 2016, e <strong>milhões de dias de trabalho perdidos</strong> (Dieleman et al., 2020 cit. em Kazeminasab et al., 2022). Estes números demonstram que estamos perante uma condição que combina elevada frequência, incapacidade e custos sociais e económicos significativos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é e quais os sintomas?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>radiculopatia cervical</strong> &#8211; muitas vezes descrita como “um nervo comprimido no pescoço” &#8211; é uma causa frequente de dor irradiada para o braço. Os seus sintomas podem incluir <strong>dormência, formigueiro, fraqueza</strong> e uma <strong>sensação de choque elétrico</strong> ao longo do trajeto do nervo. Apesar de ser uma condição dolorosa e incapacitante, os estudos mostram-nos que, na maioria dos casos, o <strong>prognóstico é favorável</strong> e que a <strong>fisioterapia</strong> desempenha um papel fundamental no processo de recuperação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Causas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esta condição é normalmente associada a alterações estruturais como hérnias discais, alterações degenerativas, estenose foraminal – entenda-se por estreitamento dos pequenos orifícios laterais das vértebras cervicais -, ou inflamação. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="754" height="500" class="wp-image-5642" src="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/02/image.jpg" alt="" srcset="https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/02/image.jpg 754w, https://clinicaflexus.pt/wp-content/uploads/2026/02/image-300x199.jpg 300w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a literatura atual demonstra que a sua origem é multifatorial. Isto é, fatores biológicos, psicológicos e ocupacionais influenciam tanto o aparecimento como a persistência da dor (Kazeminasab et al, 2022). </p>



<figure class="wp-block-table">
<table class="has-fixed-layout">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><strong>Fatores biológicos</strong></td>
<td style="text-align: center;"><strong>Fatores psicológicos</strong></td>
<td style="text-align: center;"><strong>Fatores ocupacionais</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p>Idade</p>
<p>Doenças auto-imunes</p>
<p>Espondilose</p>
<p>Predisposição genética</p>
<p>Alterações Músculo-esqueléticas</p>
</td>
<td>
<p>Stress</p>
<p>Ansiedade</p>
<p>Depressão</p>
<p>Pensamentos negativos sobre a dor</p>
<p>Baixa auto-eficácia</p>
</td>
<td>
<p>Posturas mantidas</p>
<p>Trabalho prolongado ao computador</p>
<p>Elevada carga laboral</p>
<p>Baixo suporte organizacional</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
</figure>



<h3 class="wp-block-heading"><code>Diagnóstico</code></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Também no <strong>diagnóstico</strong>, a ciência tem evoluído. Sleijser-Koehorst et al. (2021) demonstraram que nenhum teste isolado é capaz de confirmar a presença de radiculopatia cervical. O diagnóstico deve resultar da <strong>combinação de vários elementos</strong>: </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>História clínica detalhada &#8211; padrões de dor, fatores que agravam ou aliviam, sintomas e presença de dormência;</li>



<li>Testes físicos &#8211; teste de Spurling, avaliação de força, reflexos e testes neurodinâmicos; </li>



<li>Exames complementares de diagnóstico, quando necessários. </li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, características como dor no braço mais intensa do que no pescoço, presença de parestesias e alívio ao elevar o braço aumentam a probabilidade de diagnóstico, enquanto a ausência de dormência tende a reduzi-la. Este conjunto de informações reforça a importância do raciocínio clínico do fisioterapeuta na avaliação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como tratar?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao <strong>tratamento</strong>, a evidência é clara: a maior parte dos casos melhora <strong>sem recurso à cirurgia</strong>. A revisão de Peene et al. (2023) mostra que 70% a 95% dos pacientes recuperam com tratamento conservador, sendo a <strong>fisioterapia</strong> — sobretudo quando integrada numa abordagem ativa — o <strong>pilar central dessa recuperação</strong>. As melhorias podem surgir nas primeiras semanas, mas o processo completo pode prolongar-se até <strong>2 ou 3 anos</strong>, o que destaca a importância de estratégias de longo prazo e acompanhamento contínuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os estudos demonstram que a cirurgia pode proporcionar um alívio mais rápido de alguns sinais neurológicos, mas essa vantagem diminuiu com o passar dos meses. Posto isto, a <strong>fisioterapia</strong> destaca-se pela <strong>segurança</strong>, <strong>ausência de eventos adversos</strong> e potencial para ser <strong>mais custo-efetiva</strong>, ainda que sejam necessários mais estudos económicos. Mais especificamente, a intervenção em fisioterapia combina diferentes modalidades: exercícios (de mobilidade, força e controlo motor), técnicas de mobilização articular e neurodinâmica, treino de ergonomia, estratégias de gestão de stress e educação. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Naturalmente, existem situações em que intervenções adicionais podem ser consideradas. Injeções epidurais podem servir como auxílio a curto prazo em casos de dor intensa que impede o progresso na reabilitação. A cirurgia, embora eficaz em casos selecionados, deve ser reservada para situações de défice neurológico progressivo, dor incapacitante persistente após tratamento conservador adequado ou sinais de mielopatia. Excluindo esses cenários, a <strong>fisioterapia personalizada deve ser o tratamento de primeira linha</strong> (Klein Heerenbrink et al., 2024).</p>



<h3 class="wp-block-heading">Notas finais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando olhamos para o conhecimento disponível e actual, a mensagem é clara: a radiculopatia cervical não deve ser encarada como uma condição que exige passividade do utente ou recurso precoce à cirurgia. Pelo contrário, é uma condição com prognóstico muito favorável quando abordada de forma ativa, personalizada e baseada na melhor evidência científica. A fisioterapia destaca-se hoje como a abordagem mais eficaz, segura e sustentável, promovendo não apenas a diminuição da dor, mas também a recuperação funcional, a autonomia e a prevenção de recidivas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 class="wp-block-heading">Referências</h3>
<ul>
<li>Kazeminasab, S., Nejadghaderi, S. A., Amiri, P., Pourfathi, H., Araj-Khodaei, M., Sullman, M. J. M., Kolahi, A. A., &amp; Safiri, S. (2022). Neck pain: global epidemiology, trends and risk factors. <i>BMC musculoskeletal disorders</i>, <i>23</i>(1), 26. https://doi.org/10.1186/s12891-021-04957-4</li>
<li>Klein Heerenbrink, S., Coenen, P., Coppieters, M. W., van Dongen, J. M., Vleggeert-Lankamp, C. L. A., Rooker, S., Ter Meulen, B. C., Bosboom, J. L. W., Bouma, G. J., Lutke Schipholt, I. J., Sleijser-Koehorst, M. L. S., de Vries, R., Ostelo, R. W. J. G., &amp; Scholten-Peeters, G. G. M. (2024). (Cost-)effectiveness of personalised multimodal physiotherapy compared to surgery in patients with cervical radiculopathy: A systematic review. <i>Journal of evaluation in clinical practice</i>, <i>30</i>(7), 1227–1238. https://doi.org/10.1111/jep.14036</li>
<li>Peene, L., Cohen, S. P., Brouwer, B., James, R., Wolff, A., Van Boxem, K., &amp; Van Zundert, J. (2023). 2. Cervical radicular pain. <i>Pain practice : the official journal of World Institute of Pain</i>, <i>23</i>(7), 800–817. https://doi.org/10.1111/papr.13252</li>
<li>Sleijser-Koehorst, M. L. S., Coppieters, M. W., Epping, R., Rooker, S., Verhagen, A. P., &amp; Scholten-Peeters, G. G. M. (2021). Diagnostic accuracy of patient interview items and clinical tests for cervical radiculopathy. <i>Physiotherapy</i>, <i>111</i>, 74–82. https://doi.org/10.1016/j.physio.2020.07.007</li>
</ul>
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